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Quarta-feira, 27 de Junho de 2007

Diz o povo: "De pessoa calada, aparta tua morada" !

O “access denied” chegará a todo o momento, é tudo uma questão de tempo somente.
Mais tarde ou mais cedo (ou será mais cedo, do que mais tarde?!) ninguém o poderá ler no seu posto mas, aí termina a tua restrição de acesso, só mesmo aí, nesse local – em todos os outros és livre para o fazer!
 
Porque correu bem a primeira citação da semana, nada melhor que continuar a citar:
 
José Saramago, in "Diálogos com José Saramago"
A Censura Existe Em Todo o Lado
A censura existe de todas as maneiras, porque todas as pessoas, nos diferentes níveis de intervenção em que se encontram, por boas ou más razões, seleccionam, escolhem, apagam, fazem sobressair. E isso são actos de ocultação ou de evidenciação que, no fundo, em alguns casos, são actos formais de censura.
 
Aquilo que a censura demonstrou e demonstra, em qualquer caso, é que felizmente os escritores, dependendo das situações em que se encontram, são muito mais ricos de meios, de processos de fazer chegar aquilo que querem dizer aos outros, do que se imagina. Evidentemente, numa situação de censura, o escritor é obrigado a usar a escrita para comunicar isto ou aquilo ou aqueloutro, de uma maneira disfarçada, subterrânea, oculta; mas o que é importante não é que a censura o esteja a obrigar a fazer isso. O que é importante é que ele seja capaz de o fazer. E isso não vai em abono da censura como agente capaz de estimular a criatividade de um escritor, vai, sim, no sentido de reconhecer no escritor capacidades de expressão que ele usará ou não consoante a situação concreta em que se encontre.
publicado por pesa às 01:15
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8 comentários:
De Paciente Portugues a 27 de Junho de 2007 às 20:42
É verdade, acabaram as férias e acabou-se o sossego!!!

Abriu a época da caça!!!
É verdade desta vez munidos de uma kalashnicov lá foram eles à procura dos jovens que se encontram na marquesa!!!!

Bem, devem chegar noticias a todo o momento, fresquinhas.

Por isso volta joão Castro asstásss Aperdoado
De Também Tu a 27 de Junho de 2007 às 21:09

Não importa sol ou sombra
camarotes ou barreiras
toureamos ombro a ombro
as feras.

Ninguém nos leva ao engano
toureamos mano a mano
só nos podem causar dano
espera.

Entram guizos chocas e capotes
e mantilhas pretas
entram espadas chifres e derrotes
e alguns poetas
entram bravos cravos e dichotes
porque tudo o mais
são tretas.

Entram vacas depois dos forcados
que não pegam nada.
Soam brados e olés dos nabos
que não pagam nada
e só ficam os peões de brega
cuja profissão
não pega.

Com bandarilhas de esperança
afugentamos a fera
estamos na praça
da Primavera.

Nós vamos pegar o mundo
pelos cornos da desgraça
e fazermos da tristeza
graça.

Entram velhas doidas e turistas
entram excursões
entram benefícios e cronistas
entram aldrabões
entram marialvas e coristas
entram galifões
de crista.

Entram cavaleiros à garupa
do seu heroísmo
entra aquela música maluca
do passodoblismo
entra a aficionada e a caduca
mais o snobismo
e cismo...

Entram empresários moralistas
entram frustrações
entram antiquários e fadistas
e contradições
e entra muito dólar muita gente
que dá lucro as milhões.
E diz o inteligente
que acabaram asa canções.
De 25 Abril PARA SEMPRE a 27 de Junho de 2007 às 22:40
De Cigana a 27 de Junho de 2007 às 23:01
Grande "Tourada" do F. Tordo!
Bem lembrado!
De St. John a 28 de Junho de 2007 às 21:42
Parabens pela tourada.
De Sagaz a 29 de Junho de 2007 às 19:36
Já que estamos numa de Histórias aqui vai uma para passar uma toalha sobre os frescos olhos dos que só para o seu umbigo olham:

A História de Dom Sebastião o Pequeno Grande Ditador da Revolta dos Pasteis de Nata na Fábrica dos Pasteis Natos.
Sim “Dom Sebastião pois todo o seu coração era uma célula revolucionária”

ERA UMA VEZ uma manhã de Abril como muitas outras “Dom Sebastião” acordou e olhou-se ao espelho, como todas as manhãs. Ficou intrigado com a ausência de diferenças em relação ao que fora: nem uma ruga, nem uma borbulha, nem um cabelo branco… O tempo não tinha passado pelo seu corpo. Olhou ainda as mãos, finas e ágeis a teclar, decerto já não tão robustas como na época em que a clientela era tanta que o obrigavam a andar com dois telemóveis, mas ainda fortes, viris capazes de formar e educar os interessados por ouvir histórias da grande fábrica de Pasteis. E a língua no seu melhor não pelas mesmas razões do baixo ventre mas sim pelas muitas sextas e sábados de “estudo”na procura do do almejado lugar ao Sol. Levantou ainda a camisola que lhe cobria o peito e verificou que o grande abdominal lhe mostrava que o peso se mantinha e os grandes peitorais respiravam vigorosamente. Respirou aliviado, feliz talvez por continuar sem o poder vislumbrar mas com a certeza inabalável que naquele pequeno corpo uma grande alma vivia.
Entretanto reparou que como em muitas outras manhãs farda tinha vestida correu para a casa de banho para ser homem e, como todas as manhãs, libertou-se da humanidade suada e imunda que o seu corpo acumulara em tantas partes de si, desde o intestino até ao cérebro só o sovaco escapava ao refrescar do seu perfume natural.
Ao sair de casa, a caminho da Fábrica Pasteleira na aldeia mais in do Norte, voltou ao quarto e reparou na mulher que se tinha deitado com ele na noite anterior e em todas as noites desde há poucos anos. Não era como as outras que iam e vinham sem ele dar por por ela. Não sentia falta da sua longa longa juventude... Pois vida foi apenas sedimentando estas convicções, transformando-as em modo de vida, à revelia de "pequenos" incidentes que lhe mostravam que “a cavalo dado, não se olha o dente”, sobretudo quando se fala de mulheres e de embriaguez amorosa e da infeliz conjugação das duas no mesmo quarto…
Mas enfim o que lhe valia era o seu amigo “Dom Quixote” um verdadeiro cromo que foi ficando, ficando (repito ficando) sempre com a eterna esperança de chegar a ser chefe pasteleiro. Este sim um verdadeiro amigo no entanto por mais que o ensinasse ele não aprendia que continuava um inventor de histórias compulsivo. Se fosse historiador, seria inventor da História e não um desses arqueólogos de acontecimentos. E era inventor das suas próprias histórias e das que se inventava até passarem a ser verdade, este sim um verdadeiro “Dom Quixote” dos tempos modernos.
Quando lhe perguntavam a profissão, ia alternando entre Gestor de Pastel (coisa fácil, já que, como ninguém sabe o que fazem, é fácil passar por um) e cozinheiro no “Tás-se Bem”, restaurante para gente de bem (bem-falar, bem-entalar, bem-maquinar enfim Engenheiradas que só os mesmos entendiam). Às vezes descaía-se e lá confessava que era um pouco mentiroso. Mas compensava com boa disposição e entre duas bem ditas lá saía uma picadela.
Esta a eterna sina do “Dom Sebastião” e as suas companhias nem com os olhos refrescados, os de “garrafa” se moviam. Continuava ali parado a ouvi-lo, não que de um bufo se trata-se, pois esse não era o seu propósito. Mas como outros já o referiram espalhar a confusão e suspeita era com certeza a forma mais complacente de o “Dom” passar imaculado por entre as trevas que ele próprio semeava. Para já continuava a ser considerado medíocre pelos génios Pasteleiros, mas um gênio pelos medíocres operadores de linha.

Cenas dos próximos capítulos:

DISCRIÇÃO nas PALAVRAS
Não te abras com teu amigo
Que ele um outro amigo tem.
E o amigo do teu amigo
Possui amigos também...

E só o inimigo nunca trai
Mas também há quem diga que
Não existe traição, existem interesses paralelos

Não Perca a proxima edição.
Obrigado
De horas da caminha a 2 de Julho de 2007 às 00:08
Foda-se- por Horas da caminha

O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela diz. Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"? O "foda-se!" aumenta a auto-estima, torna as pessoas melhor, favorece o trabalho em equipa. Reorganiza as coisas. Dá Liberdade.
"Não quer sair comigo?! - então, foda-se!"; "Vai querer mesmo decidir essa merda sozinho(a)?! - então, foda-se!". O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição. Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para dotar o nosso vocabulário
de expressões que traduzem com a maior fidelidade os nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo a fazer a sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia.
"Comó caralho", por exemplo. Que expressão traduz melhor a ideia de muita quantidade que "comó caralho"? "Comó caralho" tende para o infinito, é quase uma expressão matemática.

A Via Láctea tem estrelas comó caralho!
O Sol está quente comó caralho!
O universo é antigo comó caralho!
Eu gosto do meu clube comó caralho!
O gajo é parvo comó caralho!
Entendes?

No género do "comó caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "nem que te fodas!". Nem o "Não, não e não!" e tão pouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, nem pensar!" o substituem. O "nem que te fodas!" é irretorquível e liquida o assunto. Liberta-te, com a consciência tranquila, para outras actividades de maior interesse na tua vida. Aquele filho pintelho de 17 anos atormenta-te pedindo o carro para ir surfar na praia? Não percas tempo nem paciência. Solta logo um definitivo:
"Zézinho, presta atenção, filho querido, nem que te fodas!".
O impertinente aprende logo a lição e vai para o Centro Comercial encontrar-se com os amigos, sem qualquer problema, e tu fechas os olhos e voltas a curtir o CD (...) Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta que pariu!", ou o seu correlativo "Pu-ta-que-o-pa-riu!", falado assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba. Diante de uma notícia irritante, qualquer "puta-que-o-pariu!", dito assim, põe-te outra vez nos eixos. Os teus neurónios têm o devido tempo e clima para se reorganizarem e encontrarem a atitude que te permitirá dar um merecido troco ou livrares-te de maiores dores de cabeça. E o que dizer do nosso famoso "vai levar no cu!"? E a sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai levar no olho do cu!"? Já imaginaste o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta:
"Chega! Vai levar no olho do cu!"?
Pronto, tu retomaste as rédeas da tua vida, a tua auto-estima. Desabotoas a camisa e sais à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios. E seria tremendamente injusto não registar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu-se!". E a sua derivação, mais avassaladora ainda: "Já se Fodeu!". Conheces definição mais exacta, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusivé, que uma vez proferida insere o seu autor num providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando estás a operar e ouves umas quantas sirenes em simultâneo atrás de ti a O que dizes? "Já me fodi!". Ou quando te apercebes que és de um país em que quase nada funciona, o desemprego não baixa, os impostos são altos, a saúde, a educação e … a justiça são de baixa qualidade, os
empresários são de pouca qualidade e procuram o lucro fácil e em pouco tempo, as reformas têm que baixar, o tempo para a desejada reforma tem que aumentar … tu pensas "Já me fodi!" Então:

Liberdade,
Igualdade,
Fraternidade
e
foda-se!!!

Mas não desespere:
Este país … ainda vai ser "um país do caralho!"
Atente no que lhe digo!
De O Badaró do Douro a 3 de Julho de 2007 às 00:56
De facto, mais valia ter ido para a caminha!
Teria piada, se fosse original mas, como não é... não tem a minima graça.
O plágio é deprimente, e maça a paciência das pessoas!
Amigo, quando lhe der outra "panca" como esta, não escreva (ou devo dizer 'não copie'?!): vá mesmo p'rá caminha, que é sinal de que já são horas disso!

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